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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Digitações abertas - Dó maior

    Seguindo o assunto sobre escalas, conforme prometido na postagem anterior, inicio hoje aqui a falar sobre cada umas das digitações abertas referentes às tonalidades que estudamos no violão gaúcho, que são C, G, D, A, E e F. 
   Começo aqui pela digitação aberta de Dó maior:
   Observe que esta digitação se restringe à posição I. Isto porque não há necessidade de prolongá-la a outras posições, visto que, para estas existem os desenhos fechados.
  Nossa meta sempre é dominar cada região do braço (posição) com o desenho de escala referente a cada tonalidade.
   Portanto, trate de exercitar bem este desenho que se refere à tonalidade de Dó maior, pois você irá usá-lo muitas vezes, em muitas músicas. 
   Faça subidas e descidas, começando lentamente e vá aumentando a velocidade conforme for dominando o exercício.  
     Lembrando que, em relação à mão direita, você toca sempre alternando Indicador e Médio. 

Na próxima postagem falarei sobre a digitação aberta de Sol maior. até lá. 

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Digitações Abertas

 Dando seqüência ao assunto Escalas para Violão Gaúcho, vou falar sobre o grupo das Escalas  em digitações abertas. Lembrando que digitação aberta é aquela cujo desenho (percurso) utiliza notas em cordas soltas, ficando, assim, atrelada a uma determinada tonalidade. Lembrando também que as escalas abertas são mais “espalhadas” no braço do violão, ocupando, algumas, quase que a totalidade do braço. É sabido que no violão temos preferência por algumas tonalidades em detrimento de outras que não são tão usuais por não oferecerem recursos que possibilitem a boa sonoridade e o conforto na digitação. Desta forma, elegemos as principais tonalidades maiores usadas no violão gaúcho, que são: C, G, D, A, E, F. Então, com estas tonalidades temos 6 tipos de escalas abertas.

Dó maior
Sol maior
Ré maior
La maior
Mi maior
Fa maior

Nas próximas postagens, irei apresentar cada uma delas pra vocês. Até lá.



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terça-feira, 23 de junho de 2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Classificação das escalas no violão - parte 2

Conforme venho falando, eu classifico os desenhos das escalas no violão em 2 grupos: abertos e fechados. Os primeiros incluem em seu percurso algumas cordas soltas; os segundos somente notas obtidas por cordas pressionadas. Essa classificação leva em conta dois fatores: região do braço do violão e sonoridade obtida. 
As escalas abertas são mais “espalhadas” no braço do violão pois, não raro, alguns desenhos ocupam quase todo o braço, como o da escala de Ré maior que começa na casa zero e vai até a casa 10. Isso possibilita uma execução mais completa em sonoridade, pois no percurso da escala, podemos agregar acordes e bordões (baixos). Este tipo de digitação é bastante usada na música gaúcha, principalmente nas escalas em duas vozes (terças ou sextas).
As escalas fechadas são mais “guitarrísticas”, pois suas digitações somente com notas pressionadas permitem que se coloque todas as notas “embaixo da mão”, verticalizando a execução, ou seja, muitas vezes tudo em uma mesma posição. Estas digitações são mais cômodas quanto à execução porém fica mais difícil a intermeação com baixos e acordes, gerando, portanto, um fraseado mais melódico (baseado em notas individuais sucessivas). Na próxima postagem, colocarei aqui a lista das escalas, classificando-as em abertas e fechadas. Saliento que no CURSO VIOLÃO GAÚCHO esse assunto é visto em detalhes e, claro, com a ajuda do violão para deixar mais fácil a compreensão. Um abraço, até a próxima!

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Classificação das escalas no violão

   Continuamos falando sobre o estudo das escalas no violão. Para fins didáticos, eu classifico as escalas em dois grandes grupos, levando em consideração a digitação: as ABERTAS e as FECHADAS. No violão existe uma diferença de timbre considerável quando se toca na corda pressionando a mesma com o dedo da mão esquerda e quando se toca a corda solta, sem apertar nenhuma casa. O recurso da "corda solta" principalmente nos bordões eu utilizo muito no meu estilo de tocar violão. 
  Desta forma, eu classifico as escalas de acordo com a presença ou não de corda solta. As escalas abertas são as que se utilizam de notas com corda solta em seu percurso. Já as fechadas, apresentam somente notas com cordas pressionadas. Essa classificação permite que nós separemos as digitações em escalas "específicas" e "genéricas". As específicas são aqueles que dizem respeito somente àquela tonalidade na qual estão sendo usadas, pois, contendo corda solta no seu percurso, irão determinar uma digitação que funciona somente para a tonalidade em questão. Estas escalas são estudas sob a denominação "Escala de dó maior, escala de ré maior etc. Já as "genéricas", fechadas, não possuem corda solta e portanto são "móveis", podendo ser transportadas para qualquer tonalidade. Nesta modalidade, não relacionamos o tom e sim a corda em que se encontra a fundamental (nota inicial da escala), 4ª, 5ª ou 6ª corda. Então dizemos, por exemplo: "Escala maior com fundamental na sexta corda"e estudamos o referido desenho que pode ser aplicado em todas as tonalidades maiores. Na próxima postagem, explicarei melhor o porquê desta classificação. Até lá, um abraço.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Digitações/Desenhos das escalas

O violão, por ser um instrumento de cordas, permite que as mesmas notas estejam em vários lugares no decorrer do braço. Uma nota LÁ que se encontra na 3ª corda/2ª casa, também está na 4ª corda/7ª casa. Ok? 
Se pensarmos a nível de escalas, e sendo estas um conjunto de notas musicais tocadas em sucessão, vamos observar que essa regra também vale para elas. 
Um escala de LÁ MAIOR, por exemplo, pode ser tocada na posição I, no início do braço, ou na posição IV, no meio do braço. 
As notas são as mesmas, o que muda é forma de digitação (lembrando que digitação é o mecanismo desenvolvido pelos dedos da mão esquerda no ato de pressionar as cordas). 
Cada mudança de digitação (e de posição da escala no braço), chamamos de "desenho". Desta forma, uma mesma escala poderá percorrer diferentes percursos no braço do violão desde o início até o fim. 
O que muda nisso? bem, em cada desenho haverá um número de notas de acordo com a disponibilidade do braço. Geralmente os desenhos abrangem 2 oitavas. Alguns terão 2 oitavas e meia, outros 3 oitavas etc, mas as notas da escala são as mesmas. 
Concluímos então que, quanto mais desenhos de escalas soubermos, mais conheceremos o "território" a ser trilhado (braço do violão) na execução de um tema musical qualquer. Então: até aqui precisamos ter bem claro o significado das expressões digitação e desenho das escalas. Ok? 
Na próxima semana falaremos sobre a classificação das escalas em relação ao tipo de digitação. 
Até lá.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Retorno às atividades

  Olá amigos. Conforme prometido, estou retornando neste mês de março para que continuemos o trabalho referente aos estudos do violão aqui no blog e ao mesmo tempo complementando o material trabalhado no CURSO VIOLÃO GAÚCHO, que também retorna às suas atividades neste mês. Lembrando que, a partir deste ano, o CURSO VIOLÃO GAÚCHO está oferecendo aulas por Skype, visando o acesso daqueles que estão em outros pagos e não podem freqüentar as aulas presenciais aqui em Porto Alegre. O CURSO VIOLÃO GAÚCHO abrange o ensino e aplicação do violão na Música Regional Gaúcha (MRG), em todos os seus sub-gêneros, escorado em 3 pilares principais: Harmonia musical aplicada à MRG - Os ritmos musicais gaúchos tocados no violão - formação de repertório através do estudo dos mais importantes temas musicais compostos na MRG. 
  Este blog serve como uma extensão do material ensinado no CURSO VIOLÃO GAÚCHO. Você, que ainda não está participando do Curso, pode acompanhar por aqui alguns ensinamentos que são primordiais para o assunto ao qual nos referimos. 
  Como de costume, os posts serão semanais, sempre em seqüência referente àquele assunto que está sendo abordado. 
  Participe do CURSO VIOLÃO GAÚCHO 

  informe-se pelo email violaogaucho@gmail.com 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

14 passos para estudar uma escala


Dando sequência ao assunto "organize seu estudo", vou falar hoje sobre como estudar uma escala. Acima, temos um quadro, onde consta a escala de Dó maior, em um desenho abrangendo 2 oitavas. O percurso começa pelo Dó (53) e vai até o outro dó (18).
Um bom jeito de "colocar na mão" uma escala é realizar o seguinte procedimento passo-a-passo:
1) primeiro trabalhe cada oitava separadamente
2) faça uma análise harmônica da escala, observando todas as notas, suas relações intervalares, notas características da escala e, principalmente localizando as notas que "circunscrevem" a oitava (notas em amarelo)
3) pegue a oitava 1
4) treine a digitação em percurso ascendente, várias vezes
5) treine a digitação em percurso descendente, várias vezes
6) treine a oitava 1 em ambos os percursos
7) depois que vc já está acostumado com a oitava 1, passe para a oitava 2 e realize o mesmo procedimento
8) após, junte as 2 oitavas. Toque toda a digitação, no sentido ascendente
9) toque toda a digitação no sentido descendente
10) toque toda a digitação subindo e descendo
11) quando não há mais nada "trancando" a execução, tente tocar por 5 vezes a execução subindo e descendo SEM PARAR.
12) Pronto. Você já aprendeu a escala. Agora é hora de se preocupar com a velocidade.
13) Pegue o metrônomo e eleja um andamento confortável, que será o seu ponto de partida.
14) toque diariamente a escala e objetive sempre o aumento no bpm do metrônomo.
Faça isso com todas as escalas que for estudar.
Bom estudo.
As matérias do blog, bem como AS AULAS DO CURSO VIOLÃO GAÚCHO (saiba mais no site www.marcellocaminha.com em "aulas") voltam em março.
bom final de ano; boas férias; bom estudo!
um abraço

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Organize seu estudo - parte 3

O ítem "Escala"

As escalas são de fundamental importância para a desenvoltura no instrumento, tanto na parte harmônica como para o caráter técnico/mecânico. Nos instrumentos de corda, uma determinada escala se distribui em vários desenhos (percursos) diferentes. Cada desenho é como se fosse uma estrada, cortando o mapa que é o braço do violão. Para chegarmos de uma cidade a outra, podemos escolher vários trajetos, uns mais curtos, outros mais longos; para chegarmos de uma nota a outra os desenhos de escala nos possibilitam o mesmo raciocínio. Não é necessário dizer que quanto mais desenhos soubermos, maior será o conhecimento do território a ser trilhado, que no caso é o braço do violão. No Curso Violão Gaúcho, trabalhamos sob esse conceito e vemos vários desenhos de escala de acordo com as tonalidades maior e menor e ainda escalas acessórias, tipo Dominante, Lídia, Dórica etc.
Quanto à administração do tempo para o estudo das escalas, dentro daqueles 15 minutos estabelecidos, uma boa dica é estudar primeiro a escala vista mais recentemente, consorciada a um desenho de escala já sabido, onde, este último será estudado com objetivos de manutenção. Na próxima semana, vou falar sobre o que fazer para estudar uma escala. Até lá. abraço! 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Organize seu estudo - parte 2

Seguimos então falando sobre como otimizar o tempo (que sempre é curto) para incluir o estudo do violão numa rotina diária. Em meio a tantas atividades que desenvolvemos no dia-a-dia fica claro que, se decidirmos por estudar um instrumento, temos que apertar ainda mais o relógio pra colocar o referido estudo dentro dele. Costumo sugerir o tempo de 1 HORA DIÁRIA para o estudo do violão. Dentro desta 1 hora, vamos dividir em 3 assuntos essenciais. Ai vai de cada professor, mas eu costumo, aqui no Curso Violão Gaúcho, trabalhar com 3 pilares: Escalas, técnicas e repertório. Vou falar sobre cada um deles na sequência mas, pra que tu entendas desde já, seria o seguinte: 15 minutos para escalas; 15 minutos para técnica e 30 minutos para repertório. Adiante, vamos clareando mais o assunto. Bom estudo e até a próxima!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Organize seu estudo - parte 1

Tenho falado muito que disciplina e organização são fundamentais no processo de aprendizado que qualquer instrumento. Com o violão não é diferente. Muitas vezes escuto pessoas dizendo: "isso não é pra mim", "não tenho dom, talento etc". Essa é a principal armadilha: falta de achar o tempo necessário pra o estudo do violão. Ir na aula é o mais fácil (e mais legal). Chega lá, o professor esperando, toca, conversa, toma um mate…Mas, saindo da aula, chegando em casa a coisa complica. Então vai a dica: quando for pensar em estudar violão ACHE PRIMEIRO O TEMPO PARA ESTUDÁ-LO, depois vá procurar o professor e comprar um instrumento. Outro dia eu sigo falando sobre isso.
Um abraço

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Roteiro do Workshop Violão Gaúcho em Bagé

Amigos, neste sábado, dia 22, estarei em Bagé, apresentando o Workshop Violão Gaúcho. Será um resumo geral do material abordado no Curso Violão Gaúcho e também apresentação e comentário dos materiais DVD VIDEO AULA VIOLÃO GAÚCHO e do livro 14 ESTUDOS PARA VIOLÃO GAÚCHO. O roteiro seguirá conforme o quadro abaixo.
Workshop Violão Gaúcho em Bagé
sábado, dia 22 de novembro
15h
Instituto Municipal de Belas Artes
entrada franca - restrita a 30 participantes

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Dicas para estudar escalas

   O estudo das escalas se faz de extrema necessidade para músicos de todos os gêneros musicais. para nós, do violão gaúcho não poderia ser diferente. Há que goste e há quem não goste de estudar escalas mas o fato é que o estudo é indispensável quando se quer trabalhar principalmente com o violão-solo.
   Existem técnicas que facilitam o estudo das escalas. Acima das técnicas, o fator mais importante é organizar o estudo, aliás, para tudo o que diz respeito ao item "estudo", organização é fundamental.
   Com as escalas não é diferente. A gente precisa fazer um "mapeamento" de todas as escalas e seus respectivos desenhos (estes últimos irão surgir nos instrumentos de corda em geral, em função do fato de as mesmas notas aparecerem em diferentes cordas).
Sendo assim, classifique as escalas em maiores, menores, dominantes (estes são os principais pilares de escalas utilizadas) e depois estabeleça uma planilha onde você coloca, a cada dia, uma, duas ou três escalas de diferentes tipos, de acordo com o tempo que você tem pra estudar.
  Este já é um grande passo.
  Após, estabeleça, para cada escala, um tempo determinado, tipo 5 minutos para cada uma. Num total de 15 minutos diários você terá malhado em 3 escalas e isso já é muito bom. Lembrando que esse tempo de 15 minutos está dentro de um roteiro de 1 hora, mas isso vou falar posteriormente.
Por enquanto é isso. Vá organizando desta forma e depois a gente volta a falar.

Abraço, bom estudo!